Olhar no olho… vale muito, vale demais.
Ouvir palavras corretas, declarações, testemunhos, vale pra caralho e faz diferença.
Sentir, pegar, encostar, abraçar é quase vital.
Telefonar então, é quase uma manifestação tão nobre que soa como mais um sentido para se somar as 5 sensações do nosso corpo.
E a nossa vida ? E o que está ao redor ? E a influência que esses atos causam nos outros ? E a angústia de ter consciência do tamanho e nebuloso mundo que está se construindo, com nossas mãos ? E a inoperância dos atos, a insegurança nas decisões, os raciocínios milimetricamente planejados, as frustrações causadas, o rancor concebido, a construção de um ódio irreversível ? Isso é fudido de pesado, mas nem por isso deve ser evitado ou combatido. E a responsabilidade inserida nesses atos é alta, arriscada e solitária. Porque só assim, no fundo do posso, abstraindo de todas as consequências de ordem pessoal é que se cresce…
O que eu quero dizer ? Eu quero dizer que só a tranquilidade que você se obrigou a ter, privando tudo isso forçadamente há temos atrás é que gera a serenidade para decidir ou agir de modo isento. E isso é mais do que importante agora, para superar ou não a avalanche moral que está por vir, sem sequelas maiores do que as que começam a se abrir.
Não costumo brincar…